O ano promete um cenário diferente.
2025 foi um ano de reinício total para a moda. Um período de rutura e reconstrução criativa que deixou a indústria num estado de agitação constante. Novos nomes, mudanças de direcção, saídas inesperadas e estreias apressadas sucederam-se sem pausa.
2026 promete um cenário distinto. Menos ruído, mais perspectiva. Será o ano em que muitas dessas primeiras ideias começam a consolidar-se através de segundas e terceiras colecções, e também o momento em que alguns novos directores criativos enfrentam, pela primeira vez, a pressão real da passerelle e expectativas bem definidas.
Estes são os directores criativos que irão apresentar a sua primeira colecção oficial em 2026, por ordem de aparecimento no calendário:
Jaden Smith na Christian Louboutin
A primeira estreia de 2026 terá lugar em Janeiro, durante a Paris Fashion Week masculina, e será também uma das mais observadas. A chegada de Jaden Smith como director criativo da linha masculina da Christian Louboutin desperta curiosidade e alguma cautela. O seu perfil, entre a música, o cinema e a moda, levanta dúvidas sobre o verdadeiro peso da sua visão criativa.
Ainda assim, o movimento faz sentido a nível estratégico, já que o universo masculino da maison — em contraste com a sua icónica proposta feminina — tem uma ampla margem de crescimento. Uma sensibilidade contemporânea norte-americana aplicada a calçado, acessórios e marroquinaria poderá abrir uma nova fase interessante para a marca.
Maria Grazia Chiuri na Fendi
Fevereiro marcará o regresso de Maria Grazia Chiuri à passerelle, desta vez à frente da Fendi. Após a sua saída da Dior, a sua chegada foi um dos movimentos mais aguardados do sector. A Fendi procura há algum tempo uma identidade mais definida dentro do grupo LVMH, e Chiuri traz constância, método e experiência.
Demna na Gucci
Apesar de já terem existido alguns primeiros avanços, a verdadeira estreia acontecerá também em Fevereiro, quando Demna apresentar a sua primeira colecção completa para a Gucci. Os passos anteriores — um fashion film conceptual e uma pré-colecção com estética dos anos noventa — serviram como introdução a uma visão que agora terá de se afirmar definitivamente na passerelle. Para além da vertente criativa, este momento é crucial para a marca, já que a evolução da Gucci afecta directamente o equilíbrio de todo o grupo Kering. Isto faz deste desfile um dos mais aguardados da Milan Fashion Week e de toda a temporada.
Antonin Tron na Balmain
A mudança na Balmain assinala o fim de uma era. Após mais de dez anos de maximalismo, espectáculo e excesso visual sob a direcção de Oliver Rousteing, Antonin Tron assume a direcção criativa com uma proposta claramente diferente. Através da Atlein, Tron desenvolveu uma abordagem mais sóbria e técnica, muito distante da teatralidade que definiu a Balmain na última década. A nova proposta será apresentada em Março e promete ser um dos momentos mais reveladores do ano.
Meryll Rogge na Marni
A estreia de Meryll Rogge na Marni gera expectativa junto da moda mais conceptual. Após anos de transformação sob a direcção de Francesco Risso, a marca não enfrenta uma crise criativa, mas apresenta uma linguagem sólida e reconhecível. O papel de Rogge não será reinventá-la, mas sim introduzir uma nova energia que renove o desejo. Com uma carreira ainda jovem, mas consistente, a sua chegada aponta para uma evolução suave e coerente, mais do que para uma rutura.
Grace Wales Bonner na Hermès
A estreia mais aguardada não acontecerá em 2026, mas sim em Janeiro de 2027, quando Grace Wales Bonner apresentar a sua primeira colecção masculina para a Hermès. Ainda assim, a expectativa já é elevada: uma única imagem da sua colecção SS26 foi suficiente para antecipar o tipo de sensibilidade que poderá levar aos ateliers da maison.
2026 será um ano fundamental para compreender a direcção destes novos projectos. Será importante estar atento, pois muitas das respostas começarão a surgir então.
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